Artigos

  • 03/01/1999
    Do insulto e do elogio
    Existe, eu diria, um fascínio, uma sedução, uma hipnose no insulto. As pessoas ficam hipnotizadas ao serem insultadas. Ao contrário do elogio, que é sempre questionável, o insulto não deixa dúvida sobre seu alvo. Há uma tendência a dar peso de verdade ao insulto e a desconfiar do elogio.
  • 02/01/1999
    A importância de ser ninguém
    Nada parecia perturbar a tranqüilidade aveludada daquele tradicional hotel, solidariamente ancorado às margens da Avenida Montaigne, em Paris. Meus pensamentos devaneavam, observando o velho pianista tocando, no velho piano, velhas canções para um público de época.
  • 01/01/1999
    Paranoïa (em francês)
    Ça allait très mal. Il s'était disputé avec son père et avec sa mère, car il estimait ne pas avoir reçu l'attention et l'affection qu'il aurait fallu. Son frère aîné, avec lequel il avait dirigé une école de foot - la passion du sport était une manie dans la famille - était maintenant à ses yeux un escroc, un tricheur; il aurait préféré voir le diable que de le rencontrer, même par hasard, ce frère.
  • 01/04/1998
    A Conversação - Em Direção ao Âmago da Comunidade Analítica
    O coração, a essência, o âmago da comunidade analítica é a causa. A causa é o contrário do ideal. ideal tem cara, cheiro, cor, tamanho, está no futuro, na frente, indicando o caminho tal a cenoura do burro da carroça.
  • 24/02/1998
    O Homem Cordial e a Psicanálise
    A imagem do brasileiro é a de uma pessoa naturalmente simpática, extrovertida, prestativa, que se interessa imediatamente pelo problema do outro; de riso fácil, andar molenga, de tendência pacífica; amante da música, do sol e da multidão.
  • 01/01/1998
    A Bagagem do Analista 1
    Dou o nome a este texto de Bagagem do Analista. No tempo da Internet, dos Congressos e Encontros que se multiplicam, o analista é constantemente convidado a fazer as malas, de fato ou virtualmente, para estar com seus colegas e repartir a mesma estrada. A bagagem do analista não deve ser muito pesada, melhor levar só o necessário.
  • 12/12/1996
    Por um aggiornamento
    Ser analista é uma opção ou é uma necessidade? Dizendo que é uma opção, deduzo a existência de um modelo, de um ideal, que permite a expressão da vontade, do querer ser analista. Dizendo ser uma necessidade, refiro-me a algo que se impõe, a uma causa que é assumida.
  • 01/05/1996
    Um Significante Novo, o Real e a Mulher* (inclui o comentário de “O Homem da Areia”)
    “Nossos significantes são sempre recebidos. Por que não inventar um significante novo? Um significante, por exemplo, que não teria, como o real, nenhuma espécie de sentido?” (Jacques Lacan)
  • 27/04/1996
    A mulher e o analista, fora da civilização
    Artigo publicado no livro Problemas ao feminino, Campinas: Ed. Papirus, 1996.
  • 02/01/1996
    Ridículas Palavras Recalcadas
    Aquela pena, caindo entre as árvores sobre o rapaz sentado no banco da praça, com cara meio abobalhada, lhe pareceu um lugar comum, um apelo fácil ao sentimento da platéia, onde ele estava. José se arrumou em sua poltrona e se preparou para não gostar do filme.
  • 01/01/1996
    As Quatro Posições Subjetivas na Produção do Saber Psicanalítico
    O saber psicanalítico implica o sujeito. Nem todos os conhecimentos são assim, justificando, para uma certa tendência de teóricos, a defesa de um saber sem sujeito ou dele descompromissado.
  • 01/01/1995
    Para onde caminha a psicanálise?
    Mais uma vez ouvimos a pergunta. De tempos em tempos, suficientes para a descoberta de um remédio ou a aparição de um credo mais potente, lá aparecem os arautos da morte de Freud: “Freud está morto?” pergunta a Time em sua capa.
  • 01/01/1994
    Tempo de Análise e de Re-Análise
    Quanto tempo dura uma análise? Esta tem sido, diríamos, desde que a psicanálise existe, uma das mais insistentes perguntas que se repete nas bocas de seus adeptos ou de seus críticos.
  • 29/07/1993
    Os eixos da subversão psicanalítica - os quatro discursos
    Estudo de Jorge Forbes, de 1993, sobre o Seminário "O Avesso da Psicanálise" - de Jacques Lacan.
  • 23/05/1993
    Pax Lacaniana – pra não dizer que não falei das flores
    Quando os antigos romanos se impunham pelas armas aos povos vencidos, davam o nome à conseqüente tranqüilidade, imposta pelo Mestre, de Pax Romana. Lacan, no avesso da ordem da civilização, propõe a Escola como refúgio ao mal estar. Seria, pensei, a Pax Lacaniana.
  • 10/11/1992
    A Escola de Lacan - do conceito à prática e as condições de sua efetuação
    Texto publicado em - A Escola de Lacan: A formação do psicanalista e a transmissão da psicanálise, Campinas: Papirus, 1992, p. 9-19.
  • 02/01/1991
    A Dimensão Trágica da Experiência Analítica
    Ao falarmos em dimensão trágica da experiência analítica, é forçoso nos perguntarmos: existiria uma outra?
  • 01/01/1991
    Ser Analista
    Em 1990, Bento Prado Jr. e Jorge Forbes coordenavam os estudos de Psicanálise e conexões, no Instituto de Estudos Avançadas da USP. Realizaram um Colóquio para confrontar as diversas orientações psicanalíticas em São Paulo, a partir do tema: “Psicanálise: identidade e diferenças”.
  • 04/01/1990
    Non Ducor Duco
    Meu primeiro impacto ao receber de amigos franceses um convite para falar sobre possessão foi surpresa. Esse tema me era estranho. Houve quem dissesse - “É só você contar um daqueles casos que vocês têm de pacientes macumbeiros” - Coisa difícil.
  • 03/01/1990
    A Eficácia da Psicanálise: Os Finais do Tratamento
    Discutir a eficácia da psicanálise sob o prisma dos finais possíveis do tratamento é ir direto ao assunto. O termo eficácia há muito desapareceu do vocabulário psicanalítico junto com outros tais como: diagnóstico, prognóstico e tratamento.
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