Philippe Starck e o Brasil

01/01/2003 00h00

Jorge Forbes

Philippe Starck é um arquiteto, mas não é;
é um desenhista industrial, mas não é;
é um performer, mas não é,
enfim Philippe Starck não se enquadra
em nenhuma classificação pois ele é um gesto,
um momento, uma ação.
Talvez seja quem melhor expresse o sujeito pós moderno
que não se define por um estado
mas por uma combinação.
Regra e emoção ou pensamento e coração,
como dizia Vinicius, é o que há de mais atual,
é o futuro do presente.
Philippe Starck em cada objeto criado combina
a necessidade com o desejo
e sabe que isto dura um tempo,
por isso não se repete, nem em exposição.

Philippe Starck no Brasil é a mais perfeita equação
entre um criador e um país que chegou ao futuro.
Deus, não sei, mas a globalização é brasileira.