Entrevista de Jorge Forbes para o jornal O ESTADO DE S. PAULO

22/07/2009 20h21

Algumas frases da entrevista de Jorge Forbes, para o jornal O ESTADO DE S. PAULO, Caderno Metrópole – Domingo, 13 de abril de 2008.

A morte de um filho deixa cicatriz indelével, uma dor eterna. É a pior situação humana, não há perda maior. Não tem nada de simbólico para a pessoa a elaborar essa perda. Você morre junto mesmo!

Para Freud, o ser humano não é um ser de dois braços e duas pernas. É como se fosse uma ameba com vários braços e pernas que nos conectam com as pessoas do mundo com maior ou menor intensidade. O trabalho de luto é a recolocação desses “braços e pernas” que ficaram soltos em outras pessoas e ideais. Ocorre após um tempo de recuo sobre si mesmo, depressão ou melancolia.

A pessoa, nos momentos imediatamente posteriores à perda, percebe abaladas suas sensações de segurança, esperança, entusiasmo e previsão de futuro - o popular ‘tô sem chão’. Paradoxalmente, essas são as ferramentas para o trabalho de luto. Os pais ficam num vazio absoluto.

(A entrevista pode ser lida na íntegra na sessão Escritos – Entrevistas deste site.)