O amor - por Jorge Forbes

24/02/2014 02h00

Todo ser humano necessita de alguém que o incomode, que o desafie todos os dias.

A mulher deve ser "a pedra no caminho" do homem, como nos versos de Carlos Drummond de Andrade. É ela quem alerta o homem, porque ele é mais acomodado e ela é mais inquieta.

Se você acha que seu relacionamento amoroso atingiu seu ideal de felicidade, está fadado a perder essa situação, já que nenhum relacionamento é ideal eternamente.

Esqueça regras pré-concebidas. As formas de satisfação a dois só podem ter uma regra – o comum acordo entre os parceiros.

Os parceiros podem contar todas as fantasias amorosas um para o outro: contar sempre, realizar quando der.

O amor é um encontro por acaso. A essência do relacionamento não se pode prever e nem medir.

Todo balanço pré-nupcial tem um elemento imponderável, por isso os mais velhos costumavam dizer que "quem pensa muito não casa". A razão é simples: é impossível entender plenamente por que se está casando.

Há sempre uma diferença radical entre dois parceiros: amor é o nome que se dá à ponte que recobre temporariamente essa distância entre eles. Mas a diferença sempre vai reaparecer, é inevitável.