O Nome Próprio

23/07/2009 20h06

Jorge Forbes

No final da análise, o caminho lógico da análise é o nome próprio.

Todo um percurso na tentativa de dizer tudo se depara com um nome, com um enunciado que se iguala à sua significação.

O fim da análise exige a escolha forçada de se decidir no indecidível.

A demonstração do Real é atingida quando se suporta `não ceder em seu desejo´; uma das fórmulas que Lacan utilizou para definir a Ética.
Não ceder em seu desejo é não se acomodar à impropriedade da significação adaptada.

Não há um outro do Outro, não há garantia última e outra que o risco.

Isso explica porque Lacan responde à filosofia, que tenderia a fazer com que a Ética fosse a do dizer o bem. Para a psicanálise resta a ética do bem dizer, aquela que respeita o próprio do nome, o silêncio.

Não se espera a solução, opera-se.

(trecho do artigo Os Caminhos Lógicos da Psicanálise: O Nome Próprio)