O sinthoma

10/05/2016 03h15

Na época do sintoma decifrável, do inconsciente estruturado como uma linguagem, uma pessoa compreendia o seu sintoma. Era o tempo do Freud explica. Hoje, no sinthoma real, escrito com “h”, como o elaborou Lacan, se trata, a cada um, de crer e não de compreender o seu sintoma. É a época do Freud implica. E a pessoa crê no sinthoma sem aderência, como referido, dado que é guiada pelos sinais da opacidade de seu gozo e não pela clareza. Vale aqui lembrar o aforismo de Lacan que o máximo de verdade que podemos atingir é a “verdade mentirosa”. E porque a verdade é mentirosa é que o sujeito se vê nela implicado, se não seria uma verdade fria e objetiva, dessubjetivada.

(trecho de A Clínica Psicanalítica de TerraDois – o sinthoma)