PSICANÁLISE – a clínica do Real

16/06/2014 03h57

por Jorge Forbes

Não analisamos hoje como Freud analisava no início de 1900. A revolução do laço social provocada pela passagem do mundo moderno para o pós-moderno obriga a todas as disciplinas que tratam do homem, por exemplo, o direito, a pedagogia, a economia e, claro, muito evidentemente a psicanálise, a se resituarem frente a essa revolução. Uma das características que distingue a nova era em que vivemos, da anterior, é seu caráter de relações horizontais em rede diferente das relações anteriores verticais e hierárquicas. Quando Sigmund Freud conceituou o Complexo de Édipo enquanto o pilar da estruturação subjetiva, e por conseguinte da clínica, ele o fez coerente a um mundo que se organizava em pirâmide: o pai no topo da família, o chefe na empresa, a pátria na sociedade civil. Esse mundo mudou radicalmente. Necessitamos de uma psicanálise pós-edípica, por isso escrevemos esse livro.

(trecho do prólogo do livro PSICANÁLISE – a clínica do Real)