São Paulo, sexta-feira, 3 de julho de 2009 



Painel da Globo News com Jorge Forbes

O impacto emocional dos desastres aéreos mobiliza a imprensa de todo o mundo. O jornalista William Waack reuniu um especialista, um escritor e um psicanalista no programa “Globo News Painel” para falar sobre o assunto. Confira a participação de Jorge Forbes no vídeo da Globo.com.

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Artigos

Pesquisitices

Em artigo para a revista Welcome, n°24, Jorge Forbes propõe o nome PESQUISITICES a essa mania de pesquisa que assola o mundo gerando falsa segurança e criando nova doença. Parte-se necessariamente do princípio de que tudo pode ser nomeado, e aí reside o engano.

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Cursos

Sábados no IPLA 2009

Cerca de 80 pessoas participaram do curso FUNDAMENTOS DA PSICANÁLISE LACANIANA que abriu a série de sábados no IPLA deste ano. O próximo curso será realizado em agosto. Reserve sua vaga. (Em breve publicaremos o programa).

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Cursos/Conferências

Para Lembrar 2 – Clínica-Escola com Jorge Forbes

Uma clínica sem Standards, mas não sem Princípios, foi o tema desenvolvido por Jorge Forbes na segunda reunião na Clínica-Escola do IPLA. Na próxima reunião, Forbes é entrevistado pelo Corpo de Formação em Psicanálise para a Rádio Lacaniana.

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Comentários

A Canção Passional – por Luiz Tatit

Na Domingueira no IPLA de 31 de maio, o músico e professor de linguística da USP – Luiz Tatit – falou sobre ‘A Canção Passional’, que tem como elementos essenciais, a espera e a surpresa, a descontinuidade e a gradação. Foi um belo “Dia de Domingo’!

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Movimento analítico
Como o IPLA enfrenta os embrulhos do real? – Comentários

O real do sinthoma é real sem sentido? Todos os semblantes se merecem? Com essas questões, Elza Macedo analisa o comentário de Jésus Santiago à sua apresentação na reunião dos Institutos do Campo Freudiano. Leia tudo aqui.

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Frase



Todo saber é incompleto e caberá a cada um se responsabilizar por completá-lo com a sua subjetividade. (JF: Um caso de amor ou de polícia? – artigo para O ESTADO DE S.PAULO, 23/7/2006)


Avesso do Avesso

Michael Jackson

Foi no momento da esperança que Michael Jackson morreu: foi quando o mundo inteiro esperava seu retorno na velha Londres. Ele quebrou as tradicionais bancas de apostas que se dividiam entre o sucesso estrondoso ou o aplauso de consolação; nem um nem outro, a cada qual agora de decidir, em seu próprio sonho, como foi o último show.
Não perguntem a um psicanalista sobre as doenças psíquicas do menino de Ben. Primeiro porque não se diagnostica à distância, segundo, e mais importante, porque a genialidade de Michael Jackson não cabe em nenhum enquadramento psicopatológico. Michael Jackson não foi o maravilhoso artista porque sofria, mas por ter sabido em sua arte ser maior que o sofrimento que deixava transparecer e que lhe causou tantos problemas. Seria muito reducionista pedir o aval freudiano à historinha pronta a ser acreditada: filho caçula de um pai tirânico, tendo sua infância roubada por uma imposição de trabalho e sucesso, o moço não teria outra opção na vida adulta se não recuperar, em parques de diversões fora de data e em compras compulsivas, a alegria infantil um dia proibida. Por favor, não! Essa história pode explicar muita gente, mas não faz um Michael Jackson.
Nenhum diagnóstico que colemos a Michael Jackson explicará a química de alguém que fez o mundo andar na Lua. Suportemos o silêncio de sua morte e de seu sofrimento. Sua música e seus gestos é o que ele nos deixa eternamente.



Jorge Forbes, São Paulo, 25 de junho de 2009