De São Paulo a Roma - Colóquio: Os Nomes do Pai – Religião, Cultura, Literatura e Clínica

16/07/2009 18h40

EBP/SP – 8/4/2006

Em dia de sede lotada, a Escola Brasileira de Psicanálise – São Paulo, realizou neste sábado, 8 de abril, o Colóquio Os nomes do pai – religião, cultura, literatura, clínica, preparando-se para o V Congresso da EBP e para o VI Congresso da AMP.

Jorge Forbes fez a conferência de abertura abordando “O extermínio dos intrusos”. Começou diferenciando a nomeação referencial, em Frege – Russell, do nome-próprio, do indexador rígido em Saul Kripke. Este o levou, via o problema da responsabilidade sobre o mal, em Freud, a discorrer sobre a psicanálise como a “nomeação da exceção”. Articulou estes conceitos em um caso clínico de uma apresentação de pacientes.

Seguiram-se duas mesas, uma de manhã e outra à tarde, nas quais foram comentados e discutidos alguns artigos da coletânea Scilicet dos Nomes do Pai. Ariel Bogochvol comentou M. Mauas, sobre Yahvé, mostrando as relações entre o Nome do Pai e os Nomes de Deus e a função do pai como Nome e Nomeador. Sandra Grostein comentou Carmen G Taboas, sobre o Cristianismo, mostrando a diferença da idéia de Deus no cristianismo e no judaísmo e as incidências simbólica, imaginária e real do Deus do Amor. Maria Bernadete Pitteri comentou Marco Focchi, sobre Ateísmo, concluindo que somente a psicanálise é capaz de promover a ascese do ateísmo. Patrícia Badari comentou Miguel Bassols, A Família, ressaltando o seu caráter não natural - uma estrutura de relações simbólicas que se modifica continuamente – explicitadas na família contemporânea. Durval Mazzei N. Filho comentou o texto Ciência, de Philippe La Sagna, mostrando a incidência da ciência na contemporaneidade e as relações entre os discursos da ciência e da psicanálise. Concluindo, Maria do Carmo D. Batista comentou o texto Democracia, de Ricardo Nepomiachi, evidenciando os impasses da democracia e o surgimento do Um totalitário a partir da lógica do regime "todos iguais".

O Lácio ficou mais perto.