Os novos desafios do homem hipermoderno

17/07/2009 10h52

Resumo da Conferência de Gilles Lipovetsky, no IPLA, em 22 de maio de 2007.

Na noite de 22 de maio, o IPLA recebeu amigos convidados para a Conferência de Gilles Lipovetsky “Os novos desafios do homem hipermoderno”, sob a coordenação de Jorge Forbes. Num clima descontraído, Gilles falou da frustração de uma sociedade hipermoderna, condenada à decepção.

Nessa sociedade, o individualismo é total, hipermoderno, no sentido estrito, hiper: hipercapitalismo, hiperindivdualismo, hiperconsumidor. Tudo isso caminha junto. As novas tecnologias conduzem a uma individualização crescente do modo de vida; o homem é um ator e constrói a sua história. O princípio do self-service, do delivery, da diversificação de ofertas, levou a sociedade à desagregação dos conceitos de classe. É a era da hiperindividualização.

Esse excesso de autonomia levou a comportamentos patológicos: anorexia, bulimia, obesidade, depressão. É a patologia da autonomia. E quais seriam os efeitos dessa patologia? Seriam novas formas de vulnerabilidade da sociedade, afirma Lipovetsky. Hoje temos novos medos, o que era dado como certo, agora gera insegurança. Há um movimento universal de tentar gerar mais controle, a sociedade sob vigilância.

Para concluir, Lipovetsky propõe uma reflexão sobre o sentido ético que seria preciso colar no indivíduo, antepondo a essa cultura narcísica; não um moralismo, mas uma nova regulação da moral.

Teresa Genesini