|
||||
|
São Paulo, 17 de setembro de 2004 nº 5 |
|||
|
Prospectiva. A psicanálise não é preventiva, nem programática. Ela é prospectiva: "interpreta e possibilita o futuro, no presente da lógica do desejo" (Forbes). Por isso, ainda que a quinta newsletter do Projeto Análise traga notícias de uma vasta colheita realizada, e de sua celebração, ao expor os frutos das intervenções do Projeto na comunidade analítica, na psiquiatria, no universo intelectual, na empresa, na universidade, culminando com a recepção de Gilles Lipovetsky no Brasil, essa newsletter, como a psicanálise, insiste: mostra pontos de inflexão, hub-points. Cada texto permite ver, mais que cômodos resultados, campos abertos aos próximos trabalhos. Da fartura de agosto, a primavera que se inicia não é tempo para a siesta. |
||||
|
Leia em www.projetoanalise.com.br |
||||
| A psicanálise do homem desbussolado. | Seminários da Feiticeira, com Gilles Lipovetsky. | |||
Ele viu falirem as hierarquias, perdeu seus ideais. No mundo globalizado, não sabe que caminho seguir, que futuro escolher. A psicanálise está pronta para tratar esse homem atual? Em sua conferência para o IV Congresso da Associação Mundial de Psicanálise, Jorge Forbes responde "sim", desde que a psicanálise seja, ela mesma, mutante: mantendo a estabilidade de seus princípios, valha-se de standards leves, ad hoc, que operem como decisões responsáveis do analista, e não como normas legadas pela tradição ou justificadas em critérios de "cientificidade" não-psicanalíticos. |
Mais de 2000 pessoas, ao todo, assistiram às quatro conferências de Gilles Lipovetsky na CPFL, em Campinas, e na FAAP, em São Paulo. Nesse ínterim, pouco mais que trinta juristas, filósofos, psicanalistas, jornalistas, conversaram com ele em um seminário na Praia da Feiticeira, em Ilhabela, por um final de semana. Leia a sinopse desse encontro, um debate de Lipovetsky com Tercio Sampaio Ferraz Jr, Chaim Samuel Katz e Jorge Forbes, que contou também com a participação de Glória Kalil e Luiz Eduardo Borgerth. |
|||
|
|
|
|||
| Psicólogo, profissão polícia? | Em busca da experiência rara. | |||
Acaba de ser divulgada uma proposta de reforma do Código de Ética do Psicólogo no Conselho Federal de Psicologia que preconiza o dever de denúncia à polícia na possibilidade de certas condutas criminosas do paciente. Sua votação acontecerá em dezembro. Leia as reações do psicanalista Sérgio Laia (BH), presidente da Escola Brasileira de Psicanálise e do professor Eduardo Bittar (SP), livre-docente de direito da Universidade de São Paulo. Para Jorge Forbes, essa proposta normativa, assim como os esforços pelo controle dos tratamentos psi por meio de protocolos clínicos, mostram a orientação que a psicologia brasileira arrisca assumir através de sua ordem profissional, e que ele expressa no título de seu editorial: "Psicólogos, marchem!" |
A ética da psicanálise pode alcançar as empresas. Como prontidão para contingências, sensibilidade para mudanças, olhar de tendências, ela permite abertura à singularidade dos laços sociais. Martin Frankenberg acompanha as pesquisas de Jorge Forbes no Projeto Análise e tira conseqüências para o turismo no Brasil. Conhecedor das peculiaridades locais do país, ele propõe viagens únicas, uma atenção ao detalhe dos anseios do viajante, e excede a massificação da indústria turística. |
|||
|
|
|
|||
| Um curso de psicanálise, na psicologia. | Ron Pompei can't be obvious. | |||
O ensino de psicologia atual, massificado na hiper-escala – diria Lipovetsky – das universidades, enfrenta o desinteresse dos alunos pelas questões formativas densas. Com esse diagnóstico, a professora Silvana Marques tece um programa interno ao currículo de psicologia, para apresentar aos alunos questões recentemente pesquisadas no Projeto Análise. Ao final de um ano, o resultado que obteve: uma turma capaz de perceber o descompasso entre a ideologia dos remédios da ciência e as solicitações do desejo. Seu relato da experiência é “O percurso da completude ao incompleto”. |
Chegando de Nova Iorque no próximo dia 30 de setembro, o arquiteto e designer Ron Pompei, parceiro do Projeto Análise, participará, a convite de Jorge Forbes, do programa "Vivendo além dos limites", da CPFL, em Campinas. Seu trabalho tem a marca de uma solução ética do nosso tempo: re-concebendo a ambientação das lojas para criar espaços sociais, culturais, ele captou a tendência de tornar a relação estandardizada de "consumo" em um encontro criativo. O artigo "Ron Pompei can't be obvious" examina a novidade de seu trabalho como um sinal positivo às preocupações dos psicanalistas. |
|||
|
|
|
|||
|
|
||||