nº1 mwww.projetoanalise.com.br

 

Março de 2004

 
 

Esta é a primeira edição da newsletter do Projeto Análise, com o desígnio de fazer um scanning da vida cotidiana, localizando os pontos nevrálgicos em que o pensamento psicanalítico possa nela incidir de maneira transformadora, criativa. Este Projeto leva às últimas conseqüências o que se descobre na clínica: o Real lacaniano não tem fronteiras. Interessado no que acontece no consultório e além, no que publicam os intelectuais no Brasil e no exterior, no que ocorre na política, na sociedade, no direito, na economia, na medicina, nas ciências em geral, o Projeto Análise está atento às vias do desejo e do gozo na atualidade, para comentá-las ou, mais, para interpretá-las. Em sincronia com o site www.projetoanalise.com.br, esta newsletter levará a seus leitores, quinzenalmente, as notícias de uma pesquisa em curso constante.

 

Vertigem do futuro.

Seminário de Jorge Forbes (2004).
 


A “pós-modernidade” foi festejada pela quebra das obrigações
na família, no trabalho, na vida social. Agora, o mundo está mais aberto à criatividade, mas a dificuldade das pessoas se orientarem pelo seu desejo fundou uma angústia do futuro que reedita a modernidade, acentuada. Hipermodernidade, diz Gilles Lipovetsky.

   


"As Exposições Clínicas": para evidenciar a singular
presença do clínico, acima de quaisquer teorias e protocolos, Forbes convidará psiquiatras e psicanalistas para exporem, em debate, a forma como tratam os sintomas atuais. Início em 7 de abril.

 
   
A sede da fé, no cérebro. Milner X Negri.
 

"Os nervos de Deus não são neurônios" é a resposta de Márcio Peter de Souza Leite, com Freud e Lacan, ao comentar a atualidade, nas neurociências, do esforço de localização biológica da fé.
   

O laço social e o direito, hoje. Dois olhares distintos. De um lado, J-C. Milner expõe as contradições de uma sociedade na qual as minorias ditam os direitos por uma via de força; de outro, A. Negri e M. Hardt vêem o laço social tecido em rede por um poder flexível, que funda o direito no consenso político e econômico. As considerações são de Ana Lucia Mac Dowell Gonçalves.
 
   
Tendências: o ambiente e o sujeito. Um novo luxo.
 

O arquiteto Ron Pompei não acredita no projeto de um espaço impessoal. Procura culturalizar os ambientes que cria e, assim, envolver as pessoas, transformá-las. Logo, a psicanálise é um de seus interesses atuais. Em contato com Jorge Forbes, ele promove a reflexão: architecture, environment and subject.
   

Solo em um mundo de efêmeros: atualmente, objetos de luxo tocam a subjetividade, são estimados por provocarem emoções, deslocam-se da função de ostentação social que tiveram desde a Revolução Francesa, para recuperarem de maneira laica a função organizadora da identidade na relação com o divino que antes assumiam.
 
   
Entre o Procon e o Prozac. Antinomias na regulamentação.
 

Provocação do filósofo Renato Janine Ribeiro, que indaga as condições de responsabilidade social do psicanalista, em face do fortalecimento do sistema jurídico de defesa do consumidor e em relação a outros tratamentos.
   

O complexo controle das profissões e, em especial, da psicanálise, hoje, convida a uma responsabilidade profissional independente da
instituição, independente do Estado. Textos
de Leny Mrech e Jorge Forbes.
 
   
O que um psicanalista diz: O Projeto Análise informa:
 

Sobre a possível futura primeira dama dos Estados Unidos; sobre jovens e os “perigosos” jogos de computador; sobre a sensibilidade social do cinema; sobre a relação das empresas com a cultura... Esses temas e outros foram tratados no Avesso do Avesso, comentário bi-semanal de Jorge Forbes na rádio Eldorado AM, 700 Khz, SP.
   

Em 17 de março, São Paulo, debate “Você quer o que deseja? A honra e o sentido da vida”; em 19 de março, João Pessoa, “Os riscos do sujeito pós-moderno e as falsas garantias”; em 26 de março, Belo Horizonte, “Responsabilidade e Inconsciente”.
 
   
 

*em paráfrase ao slogan do The New York Times.

 


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