A “hipermodernidade” de Gilles Lipovetsky

23/01/2004 17h15

Em conversa pessoal com Jorge Forbes na terça-feira, 20 de janeiro, em Paris, Gilles Lipovetsky, que acaba de lançar um novo livro, Le Temps Hypermodernes (Grasset), ressaltou o cerne de sua idéia. Ele entende que o pós-modernismo foi um momento fugaz, marcado por uma euforia propiciada pela quebra das normas rígidas da modernidade. Rapidamente, no entanto, essa euforia foi substituída por uma angústia do futuro, que levou as pessoas a retrocederem e hipertrofiarem os três pontos fundamentais, para Lipovetsky, da modernidade: o mercado, a eficiência técnica e o indivíduo.

A hipertrofia desses elementos é o que justifica sua preferência pela expressão “hipermodernidade” para designar o tempo atual, ao invés de declarar nossa “pós-modernidade”. Acrescentou que sua opinião não contradiz o fato de estarmos em uma época pós-Pai, desorientada.

Essas idéias serão desenvolvidas pelo autor na sua vinda ao Brasil, em agosto, a convite de Jorge Forbes, para duas conferências na CPFL.